12 de abril de 2010

Puritanismo Relátivo



Um dia desses comecei a exortar a igreja por causa dos movimentos que infelizmente através da TV traz para os lares de nossos incautos membros uma verdadeira enxurrada de regresso ao período que antecedeu a reforma protestante, e por incrível que pareça não falta rebeldes na cidade para trazer estes “ mini-stério “, são pessoas que já rodaram todas as igrejas da cidade e agora vão valdomirizando ou qualquer outro franquiamento denominacional, bom o que me chocou foi as defesas que estes “Super Apóstolos e Profetas” tiveram por parte de alguns na igreja, o que me levou a agir de maneira contundente diante do rebanho para defende-los, o que se lê a seguir foi os tópicos do sermão antes da reunião que naquele dia  que trouxe resultado satisfatório no meio da congregação.


Se Jesus estivesse corporalmente pregando o evangelho hoje, Ele séria censurado pelos supostos “puritanos” da igreja.

Eles diriam de Jesus............

• “Jesus O senhor chamou nossos irmãos Fariseus e Saduceus de Hipócritas, sepulcro caiados, merecedores do inferno duas vezes”, que absurdo, é assim que o Senhor os que ganhar para sua nova doutrina......

• “Fiquei sabendo que ele chamou a mulher fenícia que lhe procurava de "cachorra”, que lastima.

• Outro dia eu vi com meus olhos que a terra há de comer, ele cuspiu na boca de um jovem.

• Pasmem!! eu não vi, mas me contaram, Ele deixou uma prostituta lhe acariciar os pés, esta é a tal liberdade que Ele prega?.

• Deu respostas evasivas para os discípulos de João, quando João, a quem Ele mesmo disse em alto e bom som pra todo mundo ouvir, que nascido de mulher não havia ninguém maior, João mandou saber se era Ele mesmo o Messias, no entanto Ele se dignou a dizer olhe a sua volta e conte pra ele.........

• Deixou Lazaro morrer, não foi fazer a visita na hora que foi chamado, este é o pastor que da a vida pelas ovelhas? preguiçoso.

• Chamou a Pedro de satanás, logo Pedro que sempre dizia morrer pela causa...

• Quando todos te abandonaram, e tinha que abandonar mesmo, o Senhor estava implantando a Doutrina do canibalismo, e os que ficaram o Senhor foi no mínimo deselegante, dizendo vocês não vão rachar fora também?
• Chamou os filhos de Abrão, logo os filhos do pai da fé, de filhos do diabo, e deu mais valores as pedras.
O que dizer de Paulo o imitador.

• I.Tm..1. 20. E entre esses Himeneu e Alexandre, os quais entreguei a Satanás, para que aprendam a não blasfemar. Como pode um homem que se diz de Deus, fazer uma coisa dessas, no mínimo falta o amor.


• II.Tm.4. 14. Alexandre, o latoeiro, me fez muito mal; o Senhor lhe retribuirá segundo as suas obras. Outro absurdo pagar o mal com mal, e ainda se diz imitador de Cristo, se não fosse hen.

As vezes não tem como não ser contudente em respostas e ensinos, para o zelo das Sãns Doutrinas, nem sempre te ouvirão, criticarão,  mas continue ensinando, se não ouvirem, são casas rebeldes.

Cristãos que teimam em recosturar o véu


Parece que parte dos evangélicos brasileiros necessitam desesperadamente de coisas novas em seus ministérios. Na verdade, inúmeros destes, Insatisfeitos com as Escrituras Sagradas, precipitaram-se por caminhos escusos em busca de uma nova revelação. Tais pessoas transformaram-se em entusiastas caçadores de novidades, cuja expectativa é descobrir algo novo o qual os impulsionem a uma nova dimensão de vida cristã. Junta-se a isso, que parte destes, necessitam desesperadamente de “dançar conforme a musica” , moldando-se por modismos irracionais, os quais contribuem significativamente para o adoecimento da igreja.

O movimento judaizante é a nova febre da atualidade. Isto porque, alguns dos evangélicos têm introduzido praticas vetero-testamentárias nos cultos e liturgias de nossas igrejas. Na verdade, tais pessoas têm declarado que tal método doutrinário é uma revelação de Deus a igreja contemporânea, cujo slogan é “Sair de Roma e voltar para Jerusalém”

Estes modernos fariseus têm disseminado praticas tais como:

•Tocar de costas para a congregação, por considerar os ministros de musica “levitas de Deus”.

•Usar o Shofar, para liberar unção ou invocar a presença divina.

•Guardar o sábado fezendo dele o dia do Senhor.

•Observar TODAS as festas Judaicas.

•Usar o Kipá e o Talit, que são as vestimentas que os judeus praticantes usam para ir a sinagoga.

•Usar excessivamente símbolos judaicos tais como, a bandeira de Israel, o Menorah ou a Estrela de Davi dentre tantos outros mais.

Caro leitor, não existem pressupostos bíblicos para que a igreja de Cristo, queira “recosturar” o véu do templo. Entretanto, alguns dos crentes atuais teimam em transformar em realidade aquilo que deveria ser uma simples sombra. Foi o Apostolo Paulo quem afirmou: "Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber ou por causa de dias de festa, ou de lua nova, ou de sábados. Estas são sombras das coisas futuras; a realidade, porém, encontra-se em Cristo", Colossences 2.16-17.


As leis cerimoniais judaicas, os ritos sacrificiais, as festas anuais, foram abolidas definitivamente por Cristo na cruz do calvário(o significado de cada uma delas se cumpriu em nosso Senhor). Por esse motivo, mesmo os judeus que se convertem hoje ao cristianismo estão dispensados das leis cerimoniais judaicas. É por esta razão que crentes em Jesus, não fazem sacrifícios de animais, não guardam o sábado, não celebram as festas judaicas, e nem tampouco fazem uso do shofar.

Nossa mensagem, vida e testemunho deve ser Cristo, o Evangelho pregado deve ser o evangelho de Cristo, nossa mensagem central deve ser para a gloria e o engrandecimento do nome de Cristo.



Soli Deo gloria!



Renato Vargens

Adoração



Resolvi postar aqui a introdução de algo que pretendo tornar um livro mais tarde........................
Escrever sobre adoração é muito gratificante, embora não seja um assunto de fácil dissertação, se fossemos escrever sobre família teríamos muito em comum para compartilhar, assim bem como de evangelismo, missões, batalha espiritual, avivamento etc. Mas o assunto adoração ao mesmo tempo é simples e complexo, Simples para entender e complexo pra viver, adoração, e algo extremamente subjetiva, ela tem um objetivo a alcançar, mas seu alcance é totalmente particular, pessoal pois está ligada intrinsecamente ao espírito humano, exemplificando você tem sede, buscará saciá-la com água, mesmo tomando água publicamente, quem está a sua volta não poderá afirmar que sua sede foi saciada, pois quem pode perscrutar o que ocorreu dentro de ti, assim também é com a adoração, ninguém pode dizer fulano é um adorador, ou beltrano não é, pois a atitude que mostra que eu estou adorando (prostrado) é como a água que estou bebendo, o outro vê mas não pode afirmar que a sede foi saciada.

Deus tem suas formas de tirar o melhor dos seus, assim como Ele instituiu o dizimo, ou seja, Ele declarou que a décima parte dos nossos rendimentos é dEle, e isto constitui uma norma fácil de entendimento, Ele institui a oferta alçada, que não está agregada a ela o valor ou percentual a ser dado, dimensionando assim a capacidade voluntária do ofertante, que mostrará ao seu Senhor sua capacidade de fazer o seu melhor. Mc.12. 41,42,43,44. E sentando-se Jesus defronte do cofre das ofertas, observava como a multidão lançava dinheiro no cofre; e muitos ricos deitavam muito. Vindo, porém, uma pobre viúva, lançou dois leptos, que valiam um quadrante. E chamando ele os seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta pobre viúva deu mais do que todos os que deitavam ofertas no cofre; porque todos deram daquilo que lhes sobrava; mas esta, da sua pobreza, deu tudo o que tinha, mesmo todo o seu sustento.

Em louvor e adoração não é diferente o louvor é estabelecido, tem forma, tem uma pragmática, louvai ao Senhor com isto, com aquilo etc(Sl.135.148.150).

Ao passo que o mesmo Deus que extrai o melhor dos seus no que se refere a finanças, faz o mesmo com o culto. Assim como é fácil o dizimar, pois é obvio a forma, a doutrina, o louvor também, então colocaremos aqui a adoração no pé de igualdade coma oferta voluntária, só sabemos que para adorar eu tenho um atitude físico visível e outra do espírito, oculta, a do físico a Palavra ensina de Gênesis ao Apocalipse,(prostrado) mas a do espírito carece de relacionamentos profundos com o Pai, mais a frente trataremos dela.

Em tempos de "MEGALOMANIAS"

Eu Apostolo? Nãooo, me respeita!!!, não ficou sabendo? recebi uma visão em que Jesus me passou a missão de ser o seu sucessor, o seu Vigário (Vicarivis Fillis Dei) na terra, e ele me sagrou a vice "Jesus", Apostolo dos apostolos.
Um experiente teólogo disse “que a chave da parábola esta pendurada na porta da frente”. A chave para compreender a mensagem central dessa parábola nos é oferecida nos dois primeiros versículos do capítulo: “Aproximavam-se de Jesus todos os publicanos e pecadores para o ouvir. E murmuravam os escribas e fariseus dizendo: Este recebe pecadores e come com eles.”

A maravilhosa verdade que irradia desta parábola, e que deve penetrar o nosso coração é o maravilhoso e incompreensível amor de Deus.

Na cultura judaica, mais especificamente na mentalidade religiosa dos escribas e fariseus, era quase inimaginável Deus perdoar e aceitar pecadores, incluindo os piores, os publicanos – estigmatizados como sendo a escória da sociedade.

A parábola do Filho Pródigo é uma ilustração do contraste que há entre o céu e terra. No céu há grande festa e irradiante alegria com o arrependimento dos pecadores, mas na terra, na sociedade dos homens, era inconcebível Deus buscando pecadores. Observem que o verbo murmurar é enfático e denota a idéia de que eles estavam criticando a atitude de Jesus com muita persistência.
Mas o Senhor Jesus diz que a alegria de Deus com a salvação de um único pecador é uma alegria muito maior do que existiria se houvesse 99 “justos que não precisam arrepender-se”.

O elemento principal é que há esperança para todos. O amor de Deus alcança o mundo inteiro, até mesmo publicanos e pecadores, aqueles que nós julgamos como sendo os piores. A graça de Deus é a revelação do seu amor aos que não merecem.

A parábola do Filho Pródigo revela de maneira surpreendente a gloriosa verdade de que Deus recebe pecadores e esta verdade é que possibilidade de um novo começo, a possibilidade de um novo início, uma nova oportunidade, uma nova chance
Não podia haver caso pior do que o do Filho Pródigo. Todavia até mesmo ele pode começar de novo. Ele chegara ao fim de si mesmo, tinha tocado os limites máximos da degradação, caindo tanto que não podia descer mais! Não há quadro mais desesperador do que o desse jovem, num país distante, em meio aos porcos, sem dinheiro e sem amigos, desesperançado e miserável, abandonado e desalentado.


Mas até mesmo ele tem a oportunidade de um novo início; até mesmo ele pode começar outra vez. Há um ponto decisivo que pode resultar em êxito e felicidade, até mesmo para ele. O evangelho é a boa notícia de que Deus em Cristo salva o pecador. O evangelho é a boa notícia para um mundo sem esperança. O Senhor Jesus trouxe uma nova e real esperança para a humanidade.


O ensino de Jesus atraía as pessoas. Os publicanos e pecadores “chegavam-se a ele para ouvir” — pois sentiam que havia uma oportunidade até mesmo para eles e que nos ensinos desse homem havia uma nova e viva esperança. Isso irritava os fariseus. Eles sempre tinham considerado tais pessoas como irrecuperáveis, sem qualquer esperança de redenção. Essa era a opinião da maioria dos líderes religiosos. Mas Jesus era diferente deles todos. Ele recebe pecadores e isso torna possível um novo começo.

Se este é o seu caso, se já jogou tudo fora e come com os porcos, levante a cabeça, todos os dias o Pai o espera na porta, ele sabe que vai volta....volte...Jesus te ama como nimguem pode amar.
Ao observamos as eclesiologias e as liturgias em nossas igrejas, vemos uma total descaracterização. Aquilo que deveria ser direcionado para Deus e sua glória exclusivamente foi totalmente travestido de um humanismo exacerbado. Deus que deveria ser o foco central do culto foi alijado do processo e virou nota de rodapé colocado na parte inferior das atividades. Deus virou pretexto para que o homem continue no centro. Deus é citado como apoio às práticas mundanas e capitalistas que permeiam a igreja. Há uma expressão que vem dos tempos da Reforma que diz: SOLI DEO GLÓRIA. Quer dizer: Glória somente a Deus. O insuperável Johann Sebastian Bach que revolucionou a música terminava todos os manuscritos de suas composições com as letras S.D.G. (Soli Deo Glória). Isso nos mostra que tudo em nossas vidas deveria apontar para Deus. O culto é para Deus. Somente Deus merece receber a Glória e isso implica que Ele deve ser o centro do culto. A Reforma resgatou essa máxima esquecida durante séculos. O culto não pode ser voltado para o homem. Não pode procurar satisfazer os desejos do homem e nem girar em torno dele. Mas vemos que o homem assumiu o lugar de Deus e passou a ser reverenciado. As pregações não apontam mais para o pecado que leva o homem a perdição e nem mais mostram a graça salvadora de Deus, mas sinalizam maneiras dos homens superarem suas crises. Basta ver os títulos dos sermões pregados. Em uma rápida passagem de olhos pela internet encontrei alguns títulos interessantes, vejamos: “Vencendo as Batalhas; Tempo de Conquistas; Vivendo Triunfantemente etc. Vejamos alguns títulos do Príncipe dos Pregadores Charles Haddon Spurgeon: “A Humilhante mas Gloriosa Dependência de Deus; O Terrível Porem da Justiça Própria etc. Daí da para perceber a grande diferença.

As músicas não exaltam mais a Deus, mas sim se centram no homem e suas crises. Se observarmos as músicas evangélicas atuais veremos essa triste realidade. Músicas que mostram o que Deus fará pelo homem e não a expressão de uma alma agradecida a Deus. Existe até música de louvor dedicado a ser humano! Sei que existe este tipo de música religiosa entre os mormons, mas para cristão... A quantidade de vezes que o pronome eu aparece nessas músicas é algo estarrecedor. Se compararmos com os grandes hinos da hinologia cristã veremos o contraste gritante. O primeiro hino do Cantor Cristão diz: “A ti, ó Deus, fiel e bom Senhor. Eterno Pai, supremo Benfeitor, Nós, os teus servos, vimos dar louvor, Aleluia! Aleluia! O que dizer das catarses praticadas em nossos cultos? Gritos de Vitória, brados de louvor tudo isso produz alívio e não libertação. Qualquer psicólogo recém formado pode confirmar isso. Para tristeza nossa essas práticas espúrias entraram para ficar. O que dizer dos moveres de Deus nos cultos onde o frenezi se instala e o ego grupal prevalece, as pessoas rodopiam, gritam, caem ao chão, riem sem parar, imitam animais com seus sons e mais um cem números de outras bizarrices?


Muitos adentram as igrejas para buscar suas bençãos e encontram sacerdotes corroídos que oportunamente lhes oferecem as bênçãos, buscando satisfazer os egos eternamente insatisfeitos em troca de alguma coisa material. Muitos esqueceram que as reuniões solenes dos santos são para louvor e glória de Deus. Essas reuniões deveriam ter Deus e sua glória em primeiro lugar. Nossos cânticos deveriam exaltar o nome que é sobre todo nome. Nossas orações deveriam expressar nossa gratidão Àquele que nos amou e morreu por nós. Hoje cantamos músicas desprovidas de adoração. Muitas dessas coisas cantadas em nossas igrejas expressam um antropocentrismo aviltante. Muitos acham que louvor é somente cantar qualquer coisa. Louvor também é expressão de nossa admiração em relação a Deus. Por estarmos admirados com a grandeza de Deus e com seu amor expressamos isso adorando, louvando Sua pessoa.


Mas o culto mudou. Temos culto do Eliser. Vejam só que nome de culto! Acredito que seja um culto específico para arranjar namorado/companheiro. Quando é que um culto se presta a isso? Paralelamente temos o culto da Terapia do Amor onde os descasados estão à cata de um companheiro/a. Nada mais mundano que isso!

O que dizer dos cultos para empresários bem sucedidos e outros falidos juntamente com os desempregados à procura de empregos? Dêem outro nome a isso menos culto. Isso causa náuseas em qualquer bom cidadão.


Ao entrarmos em nossas igrejas deveríamos lembrar a máxima de João Batista: “Importa que Ele cresça e que eu diminua”. Deveríamos lembrar o que o Senhor disse a Moisés: “Descalce os pés porque a terra é santa”.


Não gostaria de falar, mas me sinto constrangido a isso. E os famigerados cultos de libertação? O próprio nome do culto é uma contradição. Libertação para quem já foi liberto? Libertar o cristão se Cristo já realizou tudo no Calvário? O que tais pessoas entendem sobre as palavras de Cristo na cruz; Tudo está consumado?

Culto deveria ser expressão de nossa liberdade conquistada na cruz e nunca para buscarmos libertação. Culto deveria ser nossa celebração pela vitória alcançada na cruz e isso pela misteriosa, grandiosa e maravilhosa Graça de Deus.


Precisamos de uma vez por todas fazer coro com os reformadores SOLI DEO GLORIA.

Soli Deo Gloria.

Pr. Luiz Fernando