26 de abril de 2010

O BARCO O MAR E JONAS



Ontem preguei no capitulo primeiro do livro de Jonas, na introdução do sermão disse a igreja que o sermão seria curto e objetivo, a minha querida esposa teima em dizer que todas as vezes que digo isso eu sempre passo do horário, e não deu outra.
O sermão não tinha o objetivo de mostrar a vida de Jonas nem a sua misão profética em Ninive, nem tão pouco a falar da covardia e fuga de Jonas, nem de sua experiência no ventre do grande peixe, mas usar o texto totalmente descontextualizado e apreciar as figuras que apresentam no texto:
O barco como a vida, o mar como as prováveis ações que a vida pode experimentar e Jonas como o mal, pecado que pode se alojar em qualquer embarcação desta vida.
Assim como nesta história a presença de Jonas iria levar aquele navio a pique, ele por certo naufragaria, desta mesma forma é o pecado na vida do homem. O pecado tem uma atitude como a de Jonas, ele chega sorrateiramente tendo a passagem compra ou seja a legalidade e fica quietinho.
Deus é tão maravilhoso quer por volta e meia ele nos sacode com algumas mares pra ver se acordamos de nosso comodismo, se a mare não for suficiente Ele aumenta o balanço, se ainda assim não for suficiente, Ele permite a tempestade e no meio da tempestade a revelação!
Só cessará este vendaval depois de lançarem Jonas ao mar, ainda haverá  reluta para que esta atitude seja tomada, assim como no texto os homens da embarcação relutaram em lançar Jonas ao mar, nós relutamos em reconhecer nossos pecados e tentamos a todo custo explicá-lo, justificá-lo.
Meu amado você que porventura parou para ler estas linhas não se esqueça! a tragédia na embarcação que é relatada no capitulo primeiro do livro de Jonas, só foi impedida depois que laçaram Jonas ao mar. Ali Jonas era um problema.
Quais os Jonas têm feito sua embarcação naufragar? A mentira, o egoísmo, a maldade, as blasfêmias que sai dos seus lábios, as difamações de autoridades superiores que Deus instituiu sobre sua vida, o adultério, o roubo, a defraudação, a exploração do trabalho alheio, o desrespeito aos seus pais, o mau uso da autoridade, a balança enganosa etc.
Ao longo do meu ministério tenho visto pessoas prosperarem do nada, somente com a providência divina e na mesma dimensão tenho visto pessoas naufragarem por permitir Jonas na sua embarcação.
Lance para longe de te o Jonas que dormi no seu barco.

Lam. 3. 39 De que se queixa o homem vivente, queixa-se dos seus próprios pecados.

Sermão ministrado Domingo dia 25.04.2010

Em Cristo.

Pr. Adilson de Souza