13 de julho de 2010

Psicopatas podem ser uma necessidade de mercado


O psicopata não sofre. Ele não tem sentimento de culpa. O psicopata tem uma loucura sã. Ninguém é mais simpático e sedutor que o psicopata. Eles sorriem, envolvem.

Muito psicopata, que a família interna, sai do hospício em uma semana. Os médicos dizem: “Mas ele não tem nada!” Eles se fazem amar, até o momento em que seu interesse é contrariado. Então, ele pode até matar, na boa, como um ato corriqueiro. Com uma lógica sinistra: “me contrariou, aí eu matei”.

Ninguém mente melhor que um psicopata. Eles são sempre vítimas, até de suas vítimas vivas ou mortas. Hoje, nas novelas de TV, temos sempre um psicopata: Maria de Fátima, Flora, a Clara de agora… tudo psicopata. E fazem sucesso porque a ausência de culpa lhes fascina.

Talvez, eles sejam a tara do nosso tempo. Já houve a histeria do século 19, a melancolia do século 20… Hoje, o grande surto são os psicopatas, frutos do excesso de violência, do terrorismo e do sucesso a qualquer preço. Talvez eles sejam até uma necessidade de mercado.

Arnaldo Jabor